Na conceção deste Parque, que constitui uma das marcas distintivas do concelho de Oeiras, figura a simbologia da árvore, como um percurso, uma rua, onde em cada folha se celebra um poeta e a memória das palavras. A simbologia da árvore como tronco, a poesia como matéria comum de todas as folhas onde os 60 poetas estão representados. Como enxertos. Escuta e contaminação onde tudo se reescreve infinitamente.
A presente seleção de poemas e autores não segue, por isso, os passos temporais e cronológicos, mas procura construir um mapa de um diálogo possível, tentando encontrar algo de comum que, simultaneamente, os aproxime e distinga.
Iniciamos este caminho, no Dia Mundial da Poesia, da Árvore e da Floresta, com Camilo Pessanha, autor de Clepsidra, que significa relógio de água, um dos instrumentos mais antigos para medir o tempo. Numa alusão à efemeridade da vida e à nossa finitude. Por isso mesmo, a poesia, a mais alta forma de música, é esse lugar onde nos reconstruímos eternamente, acrescentando palavras no grande livro da nossa humanidade.
Conheça os poetas representados no Parque. A poesia anda por aqui…