“O que escrevo pode ler-se no escuro”

António Lobo Antunes, um dos maiores autores da literatura portuguesa, médico e escritor, distinguido com prestigiados Prémios nacionais e internacionais, com uma vastíssima obra que inclui romance, crónicas e algumas incursões na poesia, de onde se destacam, entre muitos outros possíveis, os livros Os Cus de Judas (1979), Explicação dos pássaros (1981), Eu hei-de amar uma pedra (2004), Ontem não te vi em Babilónia (2006) ou O Tamanho do Mundo (2022), deixou-nos hoje, dia 5 de março de 2026. Desaparece o corpo, mas fica o seu imenso legado literário e a marca inquestionável de um humanista e grande pensador da condição humana.

Foi, também, uma presença inesquecível no município de Oeiras, numa conversa que teve lugar no dia 25 de Outubro, de 2006, no âmbito do Café com Letras, na Biblioteca Municipal de Oeiras com moderação de Carlos Vaz Marques. A Sala de Leitura da Biblioteca foi pequena para acolher a repentina multidão de leitores que invadiram este este espaço para o ouvir e partilhar a sua companhia que não deixava ninguém indiferente. Uma noite em que a conversa fluiu, imparável, com uma enorme empatia e recetividade com o público, num ambiente de informalidade e naquele registo de humor, cinismo e ironia tão característicos do seu modo de estar no mundo e na escrita

Dizia que para escrever são necessárias três coisas: solidão, orgulho e paciência. Um encontro memorável, na véspera do lançamento daquele que era, à época, o seu mais recente livro Ontem não te vi em Babilónia.

Os nossos mais profundos agradecimentos!

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